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18 de jan. de 2011

Viver... e não ter a vergonha de ser feliz!

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não se aperceber da sua simplicidade

(Mário Quintana)

Falar de felicidade parece fácil, afinal quem não quer ser feliz? Ser feliz é um estado de espírito que todos buscam durante a vida... Não é duradouro, mas é intenso, apesar de que muitos tentam buscar a tal felicidade plena. Uns dizem que ela é passível de ser comprada, outros, que é impossível de ser comprar, somente se conquista!

Alguns mais pessimistas diriam que diante desse mundo que vivemos, cheio de catástrofes, miséria, violência e outras mazelas, é impossível ser feliz! Os mais otimistas diriam que a felicidade está em pequenas vivências, nos encontros com o outro e, até, na experiência individual, no encontro consigo mesmo. Enfim, a felicidade é possível, é elástica, existem momentos de mais felicidade, outros em que ela nos abandona e nos achamos as únicas pessoas infelizes no mundo, pois as propagandas e o mundo virtual nos mostram pessoas que são felizes sempre!

Onde se encontra a tal felicidade?

Em primeiro lugar dentro de nós mesmos. Se não somos felizes conosco, como poderíamos partilhar essa felicidade com os outros?

Viver as emoções

Isso não significa que também não tenha momentos tristes, pois somos os únicos seres humanos a vivenciar uma complexidade de sentimentos e aprender com eles. Então, todos os sentimentos têm seu espaço. São bem-vindos e acontecem num momento preciso, com um objetivo específico. O importante é entender por que e para que estou vivendo esse sentimento e como ele pode me ajudar a crescer mais, a me fortalecer.

Não há mal que perdure, nem bem que tanto dure! Portanto aproveite bem os seus momentos bons; de intensa felicidade! Porque eles existem, apesar de muitas vezes somente nos darmos conta de que aconteceram, quando já passaram! O dia é de tristeza, reflita no que você pode fazer e aprender com esta situação! Mas, qualquer que seja a situação, lembre-se: “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...”

Cynthia Castiel Menda.

14 de dez. de 2010

É preciso sonhar, mesmo quando a vida disser não!

“...Sinto-me nascido a cada momento...”

Analisando esse trecho de Fernando Pessoa em Alberto Caeiro, II O Meu Olhar, percebi que devemos parar para pensar no valor da vida e de nossas escolhas. Descobri que as coisas podem mudar, e quando mudam devemos olhar com cuidado e se preciso até ‘renascer’.

As vezes as coisas dão certo e milhares de outras não. Estações se vão; cai chuva, vem sol e há sempre a certeza de que nós traçamos o nosso destino. Cabe-nos escolher se vale a pena lutar ou deixar que os sonhos se transformem em pó, assim como a madeira verde e viva se tornam cinzas, assim como a terra fértil e próspera pode se tornar improdutiva, assim como as águas límpidas são contaminadas por pessoas que simplesmente não se importam com o rumo que as coisas tomam.

A vida em sua humildade corre sem perguntar quem chorou, quem está magoado, ou mesmo quem mereceu sorrir. Aqueles que ficaram pelo caminho, certamente chorarão a mágoa de ter deixado um sonho ou desistido de trilhar rumo à ele, conservando as lembranças que ficaram da velha esperança, aquela que insiste mesmo que o coração peça para que toda a dor seja jogada fora, não adianta criar amor à casos perdidos, a lágrima que percorre queimando a face pouco a pouco nos ensina a dar valor ao suor, a relatividade das coisas, até mesmo a primeira lei de Newton “Um corpo só permanece em movimento se estiver atuando sobre ele uma força”.

Pense nisso, e lembre-se você é do tamanho que ver!
"...Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais..."

Fernando Pessoa
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