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5 de mai. de 2011

Para mudar o mundo

Para o mundo ser um lugar melhor existe muita coisa a ser feita por todos nós. Tenho certeza que cada um pode fazer a diferença, mas antes de exigir atitudes morais e éticas das outras pessoas devemos olhar para nosso intimo e refletirmos se nossas atitudes estão sendo cidadãs, justas e coerentes.

O mundo precisa de pessoas de atitude e que se importem de verdade com as relações sociais, ambientais e pessoais. Acredito que eu sou uma dessas pessoas e vocês também.

Algumas atitudes interessantes para serem adotadas são, por exemplo, sermos mais comprensivos, humanos, gentis e sinceros.

Nós podemos começar a melhorar o mundo com pequenas ações!

Devemos evitar jogar lixo na rua, evitar desperdiçar água em banhos demorados, não esquecer de apagar as luzes ao sair de casa, denunciar pessoas que maltratam outras, evitar o uso da violência e participar de ações/projetos solidários e/ou voluntários.

Nós podemos agradecer mais, gritar menos, sermos mais empáticos e menos egoístas.

Michael Jackson em uma de suas músicas disse: "cure o mundo e faça dele um lugar melhor para mim e para você e toda a raça humama".

Aqui deixo pra você o vídeo da música “Heal the World” (Cure o Mundo)”.


Espero que gostem e fiquem inspirados, engajados e iluminados.

3 de abr. de 2011

Foco no Oriente Médio


Revolta árabe tem tudo para levar assuntos da região para o vestibular


Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen e Bahrein. A série de protestos contra os governos desses países,que vem sendo chamada de Revolta Árabe, tem tudo para aparecer nos próximos vestibulares. O consenso entre professores é que os acontecimentos recentes têm bastante chance de levar para as provas das principais universidades temas de História e Geografia relacionados ao Oriente Médio e ao norte da África.



Aventuras na História. Ed.93-Abril, 2011.

28 de mar. de 2011

O direito à verdade

A discussão sobre a pertinência da instauração, neste momento, da Comissão da Verdade se dá sob equivocado foco. A preocupação maior deve ser, ou pelo menos deveria ser, a efetiva garantia de informação aos parentes das vítimas sobre o paradeiro de seus queridos entes, muitos dos quais sumariamente executados pela ditadura militar que dirigiu o Brasil entre 1964 e 1985.

Por que a necessidade de informar a sociedade sobre o destino dos mortos pela ditadura militar está sendo encarada sob a ótica dos acusados e não sob a ótica das vítimas? Deve-se esclarecer de uma vez por todas que não se trata, como querem fazer crer alguns, de mero revanchismo. Não! O que se espera é a obediência do Estado brasileiro às garantias fundamentais, consagradas na Magna Carta, dos cidadãos que até hoje sofrem com a falta de informação sobre o paradeiro de seus parentes. A abertura dos arquivos da ditadura militar é uma questão de respeito aos direitos humanos.

A Constituição federal de 1988 estabelece como fundamento do estado democrático de direito o respeito à dignidade da pessoa humana (inciso III, do artigo 1º). Dignidade é, por exemplo, saber o que aconteceu com um pai que sumiu nesse período. De modo que é dever do Estado, e não desse ou daquele governo, elucidar as obscuridades ocorridas durante a ditadura militar. É preciso que se dê transparência sobre os sinistros acontecimentos desse período, quando milhares de brasileiros e brasileiras sofreram agressões físicas, foram sequestrados, estuprados e torturados, muitas vezes até a morte, por agentes do "Estado". A ocultação dessas informações representa manifesta violação aos direitos humanos da própria sociedade brasileira, o que é inaceitável.

Não obstante o Estado brasileiro ser signatário de diversos tratados internacionais sobre direitos humanos, como, por exemplo, o Pacto de São José da Costa Rica (1969), recepcionados pela atual Constituição federal (artigos 1º, III, 4º , II e 5º e seus parágrafos), já transcorreram 26 anos desde a queda do regime militar ditatorial sem que seus arquivos fossem abertos. Por tais fatos, em novembro passado, o Estado brasileiro foi condenado no julgamento do caso sobre a Guerrilha do Araguaia, pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A quase totalidade da sociedade brasileira continua desconhecendo uma parte da história nacional que jamais deveria ser esquecida. E, para que não esqueçamos desse período sombrio, não se pode compactuar com a ocultação da verdade. O esclarecimento das mortes dos militantes de esquerda e demais vítimas do regime de exceção, principal objetivo da Comissão da Verdade, servirá como verdadeira conciliação da sociedade brasileira, em especial para os militares, cuja imagem continua manchada desde o fim da ditadura.
Logo, os militares deveriam ser grandes interessados na abertura dos arquivos da ditadura, a fim de que se desfaça qualquer vínculo entre aqueles que cometeram atrocidades em nome da "democracia" e a atual geração de militares.

É inconcebível a inexpressiva adesão da sociedade civil e da mídia em geral ao principal objetivo da Comissão da Verdade. Até quando mães e pais serão privados do direito fundamental de sepultar os restos mortais de seus filhos e filhas? Até quando os filhos e filhas desconhecerão o destino de seus pais?

Opor-se à Comissão da Verdade é opor-se à Constituição e, consequentemente, aos valores fundamentais escolhidos pela própria sociedade.

Texto de Mário Conforti

14 de fev. de 2011

Como marcar e fazer anotações em páginas de livros com eficiência





Um dos hábitos que podem alavancar sua carreira é o da leitura. Através dos livros, podemos ter acesso direto às maiores mentes do planeta. Isso significa que em vez de estar conversando com seu companheiro de baia ou com um estagiário da Globo.com, você pode estar falando diretamente com Albert Einstein, por exemplo.
Mesmo dentro do hábito da leitura, entretanto, existem diversos níveis de profundidade. Você pode ler apenas superficialmente, como faz quando pega uma revista velha no consultório médico. Ou pode ler passivamente, quando se deita com um livro e vai lendo duas páginas. A melhor maneira para uma leitura profunda, entretanto, é o que se chama de leitura ativa.
Na leitura ativa, você interage com o livro. Em vez de apenas passar os olhos, você o pega, escreve, rabisca, marca páginas. Sublinha os trechos interessantes, escreve sua opinião, anota como aquilo pode ser útil na sua vida profissional ou pessoal.

Para praticar a leitura ativa, você vai precisar de alguns materiais: um lápis (sugerimos um simples lápis preto número 2, bem apontado) ou uma caneta (que pode ser uma vermelha de ponta fina), uma caixinha de post-it flags e um caderno de notas.
Primeiro você precisa definir se pode rabiscar o livro. Se é um livro emprestado ou de uma biblioteca, as anotações devem ser feitas no caderno de notas. Uma dica interessante é sempre começar anotando o livro, autor, edição e página a que se refere a anotação.

Se o livro é seu e você não acha mal riscá-lo para sempre, vá em frente com a caneta. A cor vermelha destaca-se mais, facilitando a localização posterior das notas. Há os que preferem, entretanto, ter uma opção reversível. Para esses, o uso de lápis é mais recomendado.

Puxe setas ou circule as áreas de interesse e faça as anotações nas laterais ou rodapé. O espaço pequeno nos força a ser mais sucinto e objetivo, com efeito semelhante ao que acontece no Twitter. Não estamos, afinal, querendo competir com o autor do livro.


Se uma página inteira lhe chama atenção, faça uso dos post-it flags. Elas podem ser colocadas e retiradas com facilidade e ainda recebem anotações. Você pode criar um esquema de cores próprio para suas notas. Vermelho pode ser importante, verde pode significar revisar com atenção, azul pode ser relacionado a algum projeto e assim vai.
Ouço e esqueço. Vejo e me lembro. Faço e entendo. – Confúcio
Faça um teste e experimente ler seu próximo livro dessa maneira e depois nos conte a diferença. Garantimos que o conteúdo será absorvido com maior intensidade do que era na leitura passiva.

Retirado de : http://mude.nu/carreira/como-marcar-e-fazer-anotacoes-em-paginas-de-livros-com-eficiencia/

25 de dez. de 2010

WikiLeaks: O Poder da Informação


O povo não deve temer seu governo, mas o governo deve temer seu povo... [Filme V de Vingança]

WikiLeaks. Há pouco mais de quatro anos era uma palavra, melhor, um site que não fazia parte do cenário global, entretanto desde sua inserção nos domínios on-line (2006) gerou curiosidades, receios e controvérsias.

A WikiLeaks é uma organização fundada supostamente por um grupo de dissidentes chineses, jornalistas, matemáticos, tecnólogos de empresas start-up, intelectuais, ativistas e programadores. Um dos personagens desse grupo que ganhou destaque foi o australiano e ciberativista Julian Assange, que vazou cerca de 92 mil documentos secretos do exército dos Estados Unidos. Ele e outros colaboradores divulgam em sites na Internet um compêndio de informações e documentos confidenciais de governos e empresas.

Entre alguns documentos encontrados no site chama atenção documentos sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Guerra do Afeganistão e na Guerra do Iraque pelo exército dos Estados Unidos, a cópia de um manual de instruções para tratamento de prisioneiros na prisão militar norte-americana de Guantánamo em Cuba, um relatório da Comissão Nacional Queniana de Direitos Humanos sobre a política de extermínio no Quênia e análises americanas sobre o Brasil além do vídeo Collateral Murder que mostrava civis iraquianos sendo mortos durante um ataque aéreo das forças militares dos Estados Unidos. Recentecemente uma curiosa notícia para o governo brasileiro afirma que o presidente francês Sarkozy usa sua esposa Carla Bruni para fortalecer a relação entre França e Brasil.

Divulgar sapiências tidas como confidenciais gera diversas discussões, uma das problemáticas que promove é trazer à tona a reflexão acerca da liberdade de informação e a subversão moral pelo “roubo” de tais informações, outra é o possível mal estar global diante das intimidades políticas expostas e o medo da queda de bastilhas.

Julian Assange estava listado pela Interpol como um dos homens mais procurados, mas foi sob a acusação de abuso sexual (recusa em usar camisinha na Suécia é tido como abuso sexual) que Assange foi preso no dia 7 de dezembro de 2010, sendo que uma das vítimas da violência é uma cubana com ligações com a CIA. Essa urgência em capturar Assange deixa bastante evidente a preocupação de diversos países em ter exposto seus bastidores.

Como troco pela prisão de Assange participantes do site Anononymous, às pressas organizaram a Operação Payback, em que realizaram ataques a sites que findaram relações e apoio ao site Wikileaks. Entre os sites atacados estão o do banco suíço PostFinance, o da MasterCard, Visa, Amazon, o de Sarah Paulin e o PayPal. Realmente a Internet esta mudando a maneira de se guerrear! Governos, jornalistas, o Vaticano, ativistas e intelectuais se manifestaram, e tudo isso sem sangue, sem bombas atômicas e com eficácia.

A revolução francesa trouxe como lema Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Onde estão tais valores nas sociedades contemporâneas?

Julian Assange e Wikileaks trouxeram para o cenário mundial de notícias todo um emaranhando de sujeira de alguns governos e agora são perseguidos por divulgarem essas informações e até mesmo usuários e ativistas do Wikileaks tiveram suas contas no Twitter e Facebook excluidas.

Apesar de carecer de alguns valores morais e força de vontade, felizmente há bastante pessoas que batalham pela divulgação de informações e se utilizam de meios (nem sempre tidos como legais) para satisfatoriamente se defenderem. Dizem algumas línguas da mídia de uma possível indicação de Julian Assange ser indicado ao prêmio Nobel da Paz. Será que as grandes potências além de intimidarem Julian conseguirão também sufocar essa possível indicação?


Retirado do Paperblog (http://pt-br.paperblog.com/julian-assange-por-que-o-mundo-precisa-do-wikileaks-44163/) abaixo se encontra uma entrevista de Julian Assange a Chris Anderson.


Chris Anderson: Bem vindo, Julian. Foi divulgado que o WikiLeaks, seu bebê, divulgou... nos últimos anos divulgou mais documentos sigilosos do que o resto de toda a mídia do mundo junta. Isso pode ser verdade?

Julian Assange: É, isso pode ser verdade? É uma preocupação, não é? Que o resto da mídia do mundo esteja fazendo um trabalho tão ruim que um grupinho de ativistas consegue publicar mais informações desse tipo do que o resto da imprensa mundial junta.

CA: Como isso funciona? Como as pessoas divulgam os documentos? E como você garante a privacidade delas?

JA: Acontece que eles são, ao que sabemos, informantes clássicos. E temos uma variedade de maneiras para que eles possam fornecer informações para nós. Então usamos criptografia de última geração para fazer as coisas pularem pela internet, para esconder as trilhas, fazer que elas atravessem as jurisdições legais como a Suécia e a Bélgica para legalizar essas proteções legais. Recebemos informações por correio, o correio normal, codificado ou não, analisamos como uma organização de notícias normal, formatamos, o que as vezes é muito difícil de fazer, quando se fala sobre gigantescos bancos de dados de informações, divulgamos isso para o público e então nos defendemos contra os inevitáveis ataques políticos e legais.

CA: Então vocês se esforçam para garantir que os documentos são legítimos. Mas vocês realmente quase nunca sabem quem é a identidade da fonte.

JA: É isso, sim. É muito raro sabermos. E se descobrirmos em algum momento então nós destruímos essa informação o quanto antes (telefone toca) Que droga. (Risos)

CA: Acho que é a CIA perguntando qual é o código para ser um membro do TED. (Risos)

Vamos ver um exemplo, de fato. Isso é algo que foi vazado alguns anos atrás. Se nós pudermos mostrar esse documento... Essa é uma história no Quênia há alguns anos. Você pode nos contar o que você vazou e o que aconteceu?

JA: Esse é o Relatório Kroll. Era um relatório de inteligência secreto encomendado pelo governo do Quênia após a sua eleição em 2004. Antes de 2004, o Quênia era governado por Daniel arap Moi por uns 18 anos. Ele era um ditador moderado do Quênia e quando Kibaki chegou ao poder, através de uma coligação de forças que tentavam acabar com a corrupção no Quênia, eles pagaram esse relatório, gastaram mais ou menos 2 milhões de libras nisso e em um outro relatório. E então o governo o engavetou e usou isso para negociação política com Moi, que era o homem mais rico, e ainda é o homem mais rico, do Quênia.

Esse é o Santo Graal do jornalismo queniano. Então eu fui até lá em 2007, e consegui ter acesso a isso pouco antes da eleição, a eleição nacional em 28 de dezembro. Quando lançamos esse relatório, o fizemos 3 dias depois que o novo presidente, Kibaki, tinha decidido se unir com o homem que ele deveria tirar do poder, Daniel arap Moi. Esse relatório então se tornou um albatroz morto no pescoço do presidente Kibaki.

CA: E, quero dizer, para encurtar uma longa história, a notícia de que o relatório vazou chegou no Quênia não pela mídia oficial, mas indiretamente. E, na sua opinião, isso mudou os rumos da eleição.

JA: Sim. Isso foi a primeira página do Guardian e foi impresso em todos os países ao redor do Quênia na imprensa da Tanzânia e da África do Sul.

Ex-presidente do Quênia, Daniel Arap Moi [Juda Ngwenya/Reuters]

E aí, entrou no país vindo de fora. E isso, depois de alguns dias, fez com que a mídia do Quênia se sentisse livre para comentar a respeito. E passou por 20 noites direto na TV queniana, mudou as intenções de voto em 10 por cento, de acordo com um relatório de inteligência do Quênia, isso mudou o resultado da eleição.

CA: Puxa, então o seu vazamento mudou substancialmente o mundo?

JA: Sim. (Aplausos)

CA: Agora, nós vamos mostrar um pequeno trecho de um vídeo de um ataque aéreo a Bagdá. O video é mais longo. Mas aqui vai um pequeno trecho. Esse é, esse é um material intenso, devo avisá-los.

Radio:... de sacanagem, quando você os pegar apenas abra-os. Eu vejo seu elemento, uh, tem uns 4 Humvees, uh junto... Você está liberado. Certo. Atirando. Me avise quando você os pegar. Vamos atirar. Explodam eles. Vamos, fogo! (metralhadoras atirando) Continue atirando, continue atirando. (metralhadoras atirando) Continue atirando. Hotel ...Bushmaster 2-6, Bushmaster 2-6, temos que sair, comece a contar! Certo, nós confrontamos todos os oito indivíduos. Sim, nós vemos dois passaros [helicópteros], e ainda estamos atirando. Entendido. Eu peguei eles. 2-6, aqui é o 2-6, estamos móveis. Ops, Desculpe, O que está havendo? Droga, Kyle. Certo, hahahaha. Eu acertei eles.

CA: E qual foi o impacto disso?

JA: O impacto sobre as pessoas que trabalharam nisso foi severo. Acabamos mandando duas pessoas a Bagdá para pesquisar mais essa história. Esse é apenas o primeiro de três ataques que aconteceram naquela cena.

CA: Então, quer dizer, 11 pessoas morreram nesse ataque, certo, incluindo dois funcionários da Reuters?

JA: Isso. Dois funcionários da Reuters, duas crianças foram feridas. Houve algo entre 18 e 26 pessoas mortas no total.

CA: E divulgar isso causou revolta generalizada. Qual foi o elemento chave disso que causou a revolta, o que você acha?

JA: Eu não sei. Acho que as pessoas puderam ver a enorme disparidade de forças. Você vê homens andando nas ruas relaxados, e então um helicóptero Apache aparece em uma esquina disparando balas de canhão de 30 milímetros em todo mundo, procurando qualquer desculpa para fazer isso, e matando as pessoas que estão resgatando os feridos. E esses dois jornalistas envolvidos, que claramente não eram insurgentes, porque esse era o trabalho deles em tempo integral.

CA: Quero dizer, um analista de inteligência americano, Bradley Manning, foi preso. E supostamente ele confessou numa sala de chat que enviou esse video para você, junto com 280.000 telegramas sigilosos da embaixada americana. Quer dizer, será que ele mandou?

JA: Bem, nós negamos ter recebido esses telegramas. Ele foi indiciado, uns cinco dias atrás, por ter obtido 150.000 telegramas e divulgar 50. Agora, nós publicamos no início do ano um telegrama da embaixada americana em Reykjavik mas que não era necessariamente conectado a esses. Quero dizer, eu era um visitante conhecido daquela embaixada.

CA: Bem, se você recebeu milhares de telegramas diplomáticos da embaixada americana...

JA: Nós os teríamos liberado. (CA: Teriam?)

JA: Sim. (CA: Porque?)

JA: Bem, porque esse tipo de coisa revela o estado real de, digamos, como são governos árabes, os reais abusos de direitos humanos nesses governos. Se você olhar os telegramas não confidenciais, é o tipo de material que está lá.

CA: Então vamos falar um pouco mais sobre isso. Em geral, qual é a sua filosofia? Por que é correto encorajar o vazamento de informações secretas?

JA: Bem, há a questão sobre que tipo de informação é importante para o mundo, que tipo de informação pode gerar uma reforma. E há muita informação. Então as informações que organizações estão fazendo um esforço econômico para esconder, isso é um bom sinal de que quando essa informação estiver disponível, há uma esperança dela fazer algo bom. Porque as organizações que sabem das coisas, que conhecem tudo de dentro para fora, estão tendo trabalho para esconder. E isso é o que descobrimos com a prática. E essa é a história do jornalismo.

CA: Mas há riscos nisso, tanto para os individuos envolvidos ou até para a sociedade toda, em que vazar pode ter uma consequência não intencional?

JA: Não observamos isso com coisa alguma que tenhamos divulgado. Nós temos uma política de imunização a danos. Nós temos uma maneira de lidar com informações que tenham alguma coisa de pessoal, identificando pessoalmente a informação ali. Mas há segredos legítimos, você sabe, seus registros com seu médico, esse é um segredo legítimo. Mas nós lidamos com informantes que estão se apresentando realmente bem motivados.

CA: Então eles estão bem motivados. E o que você falaria, por exemplo, aos pais de alguém, cujo filho está servindo o exército americano no exterior, e ele diz, "Sabe de uma coisa, você publicou algo que alguém tinha um incentivo para liberar. E mostra um soldado americano rindo de pessoas morrendo. Isso dá a impressão, deu a impressão a milhões de pessoas no mundo todo de que os soldados americanos são desumanos. Na verdade, eles não são. Meu filho não é. Como você ousa insinuar isso?" O que você falaria para eles?

JA: É, nós recebemos um monte disso. Mas lembre-se, as pessoas em Bagdá, as pessoas no Iraque, as pessoas no Afeganistão, eles não precisam ver o vídeo; eles vêem isso todos os dias. Então isso não vai mudar a opinião deles. Não vai mudar a percepção deles. É isso que eles vêem todos os dias. Isso vai mudar a percepção e opinião daqueles que estão pagando por tudo isso. E essa é a nossa esperança.

CA: Então você achou uma maneira de jogar uma luz no que você vê como sendo esse tipo de segredos macabros das empresas e governos. A luz é boa. Mas você nota a ironia no fato de que para você jogar essa luz, você mesmo tem que, criar um segredo ao redor das suas fontes?

JA: Não. Quero dizer, nós não temos nenhum dissidente da WikiLeaks ainda. Nós não temos fontes que são dissidentes de outras fontes. Caso eles apareçam, isso seria uma situação difícil para nós. Mas presumimos que agindo dessa maneira as pessoas sentem-se moralmente obrigadas a continuar a nossa missão, a não ferrar com tudo.

CA: Eu estaria interessado, apenas pelo que ouvi até agora, queria saber a opinião da audiência do TED. Você sabe, deve haver alguns pontos de vista sobre o Wikileaks e sobre o Julian. Vocês sabem, o herói, o herói do povo, trazendo essa luz importante. O encrenqueiro perigoso. Quem tem a visão do herói? (quase todos levantam as mãos) E quem tem a visão do encrenqueiro perigoso? (ninguém ergue a mão)

JA: Ah, por favor. Deve ter algum.

CA: É um público moderado, Julian, um público moderado. Temos que tentar melhorar. Vamos dar a eles um outro exemplo. Aqui está uma coisa que vocês ainda não vazaram, mas eu acho que no TED poderiamos considerar que o fariam. É uma história intrigante que acabou de acontecer, certo? O que é?

JA: Então essa é uma amostra do que fazemos todos os dias. No final do ano passado - em novembro do ano passado - houve uma série de explosões de poços na Albânia como o poço que explodiu no Golfo do México, mas não tão grande.

E nós recebemos um relatório, um tipo de análise de engenharia do que havia acontecido, afirmando que, de fato, os seguranças de algum concorrente, várias empresas de petróleo competindo haviam, de fato, estacionado caminhonetes lá e as explodido. E parte do governo da Albânia estava envolvido, etc, etc.

E o relatório de engenharia não tinha nada sobre isso. Então foi um documento extremamente difícil para nós. Nós não conseguíamos verificar porque nós não sabíamos quem escreveu isso e sabíamos qual era o propósito disso. Então ficamos meio céticos que talvez fosse uma empresa de petróleo concorrente que estava trazendo isso a tona. Baseados nisso, nós publicamos e dissemos, "Olhem, nós estamos céticos a respeito disso. Nós não sabemos, mas o que podemos fazer? O material parece bom, parece certo, mas nós não conseguimos verificá-lo" E recebemos uma carta essa semana da empresa que o escreveu, querendo rastrear a fonte, (risos) dizendo, "Ei, nós queremos rastrear a fonte." E nós respondemos, "Conte-nos mais. A que documento, precisamente, você está se referindo? Você pode nos provar que tem alguma autoridade legal sobre esse documento? É realmente seu?" Então eles enviaram uma captura de tela com o autor na identificação do Microsoft Word. É. (Aplausos) Isso acontece bastante. Esse é um dos nossos métodos de identificar, ou verificar o que é aquele material, é tentar fazer com que esses caras escrevam cartas.

CA: Você teve informação de dentro da BP?

JA: Sim, nós temos muitas, mas quero dizer, no momento, nós estamos fazendo uma captação de recursos e esforços de engenharia. E a nossa taxa de publicação nos últimos meses foi reduzida enquanto nós reconstruímos os nossos sistemas para o interesse público fenomenal que nós temos. Isso é um problema Quero dizer, como qualquer tipo de organização nova em crescimento, nós estamos surpresos com o nosso crescimento. E isso significa que estamos recebendo uma quantidade enorme de revelações de informantes de calibre bem alto, mas nós não temos pessoal suficiente para processar e cuidar dessa informação.

CA: Então esse é o principal gargalo, jornalistas voluntários e/ou o financiamento de salários dos jornalistas?

JA: Sim, e pessoas confiáveis. Nós somos uma organização que dificilmente vai crescer rapidamente por causa do tipo de material que lidamos. Então temos que reestruturar para ter pessoas que vão lidar com questões da mais alta segurança nacional, e também casos de segurança mais baixa.

CA: Então ajude-nos a entender sobre você pessoalmente e como chegou a fazer isso. E acho que li que, quando era criança você estudou em 37 escolas diferentes. Será que isso está certo?

JA: Bem, meus pais trabalhavam no negócio de cinema e depois em um culto, então combinando os dois... (Risos)

CA: Um psicólogo poderia dizer que essa é a receita para criar a paranóia.

JA: O quê? O negócio de cinema? (Risos) (Aplausos)

CA: E você era também, quero dizer, você era um hacker desde jovem e teve problemas com as autoridades logo cedo.

JA: Bem, eu era um jornalista. Sabe como é, eu era um jornalista ativista bem jovem. E escrevi uma revista, que foi processada por isso quando eu era um adolescente. Então você tem que tomar cuidado com hacker. Quero dizer, há um método que pode ser feito para várias coisas. Infelizmente, naquele momento, era mais usado pela máfia Russa para roubar a conta do banco da sua avó. Então essa frase não é, tão legal quanto era antigamente.

CA: É, bem, eu realmente não acho que você estava roubando a conta de banco da avó de ninguém. Mas e sobre os seus valores? Você pode nos dar uma ideia do que eles são e talvez algum acontecimento na sua vida que ajudou a determinar esses valores?

JA: Não tenho certeza sobre o acontecimento. Mas os valores principais são: homens capazes e generosos não criam vítimas, eles cuidam das vítimas. E isso era algo do meu pai e de outros homens capazes e generosos que participaram da minha vida

CA: Homens capazes e generosos não criam vítimas. Eles cuidam delas?

JA: E, você sabe, eu sou uma pessoa combativa, então eu não sou muito bom com essa parte de cuidar. Mas de alguma forma, há outra maneira de cuidar das vítimas, que é vigiar os autores do crime. E isso é algo que está no meu caráter há bastante tempo.

CA: Então conte-nos, rapidamente nesse último minuto, a história: O que houve na Islândia? Você basicamente publicou algo lá, teve problemas com um banco, depois uma empresa de notícias de lá recebeu uma punição por ter publicado a história. Ao invés, eles divulgaram o seu lado da história. Isso fez você ser muito conhecido na Islândia. O que aconteceu depois?

JA: Esse é um grande caso. A Islândia passou por essa grande crise financeira. Foi o país mais afetado de todo o mundo. Seu setor financeiro correspondia a 10 vezes o PIB do resto da economia. Então, nós lançamos esse relatório em Julho do ano passado. E a TV nacional foi proibida de veicular cinco minutos antes de ir ao ar. Como se tivesse saído de um filme, a ordem foi colocada na mesa, e o apresentador falava "Isso nunca aconteceu antes. O que faremos?" Bem, vamos apenas mostrar o site então para preencher todo aquele tempo. E nós nos tornamos muito famosos na Islândia, fomos à Islândia e falamos sobre esse assunto. E havia um sentimento na comunidade que isso nunca deveria acontecer novamente. E como resultado disso, trabalhando com alguns políticos islandeses e alguns especialistas em direito internacional, nós montamos um tipo de pacote legal para a Islândia se tornar um paraíso para a imprensa livre, com as maiores proteções jornalísticas do mundo, com um novo prêmio Nobel para liberdade de expressão. A Islândia é um país nórdico então, como a Noruega, é capaz de mexer no sistema. E há apenas um mês, isso foi aprovado por unanimidade pelo parlamento islandês

CA: Uau. (Aplausos)

Última pergunta, Julian. Quando você pensa sobre o futuro, você acha que será mais como o "Big Brother" exercendo mais controle, com mais segredos ou nós observando o "Big Brother", ou tudo isso acontecerá, nos dois sentidos?

JA: Eu não estou certo de como será. Há pressões enormes para harmonizar a legislação da liberdade de expressão e a legislação da transparência ao redor do mundo, dentro da União Européia, entre a China e os EUA. Qual caminho vai tomar? É difícil ver. É por isso que hoje é um bom momento para se viver. Porque com apenas um pouco de esforço nós podemos mudar de um jeito ou de outro.

CA: Bem, parece que eu estou refletindo a opinião do público ao dizer, Julian, tenha cuidado e desejo todo poder para você.

JA: Obrigado, Chris

CA: Obrigado.


por Ana Cláudia Rocha

27 de nov. de 2010

Leitura: uma possibilidade de conquista

É possível alcançar sonhos, desejos, vontades e objetivos de inúmeras maneiras: pelo maniqueísmo do caminho do bem, do mal, ou por intermédio da escolha correta. Mas o que seria a escolha certa? Seria a boa? A mais difícil? A mais lucrativa? Ou aquela que leva ao propósito almejado sem agredir a integridade do outro?

Procurar pela escolha certa é fato praticamente unânime, contudo se revela diferente para cada um. Muitos são os caminhos os quais temos oportunidade de trilhar. O complicado é ter certeza se a opção escolhida foi a exata. Como prever? Que meios podem ajudar?


A leitura demonstra ser um dos mais magníficos meios de transmitir experiências e entender acontecimentos. A leitura que deve ser realizada não é somente aquela leitura de livros, textos on-line, jornais e revistas, mas, também, aquela leitura que se pode fazer de um ambiente, de uma conversa, um outdoor, uma situação e até mesmo uma pessoa.

Com auxílio da leitura e conhecimento se conseguem diplomas, empregos, dinheiro, respostas à questionamentos, mudanças na vida e, sobretudo, adquirimos maiores possibilidades de discernir a escolha certa das demais.

Por meio da leitura, hoje, sabemos das conseqüências do uso de uma bomba atômica, da promoção de um apartheid, da busca para formar uma suposta raça pura e superior e outras catástrofes históricas. Sabemos também sobre as maravilhosas e úteis descobertas científicas, como foi o passado, como é prazeroso entrar em um conto de fadas, viver uma Alice, ser um Peter Pan, o quão frustrante é ter as incertezas de um Bentinho, o quão belo é saber que seres como Madre Tereza, Martin Luther King e Gandhi não são utopias.

A leitura nos conta as falhas e acertos da história da humanidade, nos previne de erros já cometidos e nos dá segurança nas experiências que já deram certo. A leitura leva ao mundo dos sonhos, nos capacita a entender o presente e possibilita ter fé em um futuro melhor, relativamente previsível, porém, ainda desconhecido.

Por Ana Cláudia S. Rocha

(Des) Igualdade



Égalité, será mesmo que tu existes? É difícil responder tal questionamento. Diante a Constituição Brasileira somos sim, todos iguais perante a lei, Art. 5° - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza - todavia, não se nota exata verossimilhança nessa afirmação.

(Leia Artigo 5º da Constituição Federal: http://www.culturabrasil.pro.br/artigo5.htm)

Grande parte das sociedades prega a igualdade dos povos, a liberdade religiosa, política e filosófica, além da inibição de atos de racismo ou de qualquer ação que maltrate a integridade do outro. Tal pregação é linda, perfeita, mas ainda utópica, em vista de que mal conseguimos aceitar completamente o perfil de nossos filhos, vizinhos, amigos de sala ou trabalho, quanto mais daqueles que nos são desconhecidos.

Além da problemática que cerca a concepção de igualdade há ainda outro ponto potencializador do enfrentamento: a intolerância.

A intolerância, em sua concepção histórica predominante relaciona-se com o dilema de convivência das crenças (religiosas, políticas), pois cada crença julga carregar consigo uma verdade e é bastante complicado resolver essa questão ideológica, uma vez que será inaceitável acreditar em duas crenças opostas. Em outra concepção intolerância faz referência a diversidade originada por disparidades físicas e sociais (celeuma da convivência harmoniosa com os ditos grupos minoritários – homossexuais, etnias, deficientes) que promove normalmente preconceito e discriminação devido, em geral, a uma questão de costume, autoridade e tradição.

Conviver com aquilo que nos é diferente nunca foi fácil, nem será, mas é possível. É uma questão de convivência. Cada ser abriga uma individualidade própria, com pensamentos, caráter, cultura, idéias, anseios e planos que são seus; tais características podem ser parecidas com os objetivos do outro, parecidas apenas, não idênticas.

A individualidade humana deve ser respeitada, do contrário, uma vasta onda de conflitos ocorre. Passamos por atrocidades e genocídios no passado – gregos, romanos, sumérios, nazismo, 1º e 2º Guerras Mundiais, hutus e tutsis – e continuamos a presenciá-las – Irã x Iraque x USA x Afeganistão e tantas outras.

O próprio Brasil, país de povo acolhedor e abençoado pelo Cristo Redentor é cenário de episódios de desigualdades, desrespeito e intolerância.

É preciso ressaltar que o Brasil mantém-se como um dos países com distribuição de renda mais desigual. Atualmente, o país, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) tem o terceiro pior índice de distribuição de renda. O acesso as universidades públicas é conquistado, geralmente, por estudantes advindos de boas escolas particulares, enquanto alunos de renda inferior estão fadados a estudarem nas escolas públicas, em que a grande maioria é de inferior qualidade educacional e raramente conquista o acesso ao ensino superior público.

O país canarinho é palco de situações em que uma estudante de direito, conhecedora das leis e da necessidade destas serem cumpridas, faz referências negativas aos nordestinos, gerando mal estar, polêmica e revolta. E outra universitária, via e-mail, discorre comentários maldosos que fazem referência a raça, fenótipo e modo de vestir de uma colega de classe.

Um episódio entristecedor ainda permanece na memória de algumas pessoas: o de quando um grupo de jovens de classe média alta, por brincadeira e intolerância, incendiou o índio pataxó Galdino de Jesus por julgarem que este era um mendigo.

Há uma urgente necessidade de mudar o cenário global no que tange a igualdade. Igualdade de tratamento, direitos, deveres, econômica e social.

Somos diferentes e semelhantes simultaneamente. Diferentes nas cores, raças, sexo, idade, popularidade, modo de ser e agir. Iguais no direito à liberdade, à igualdade, à escolha e ao respeito.

Cada ser enxerga o mundo com sua lente, aquilo que a princípio é estranho não deve ser combatido ou considerado anormal e feio, deve ser entendido e por mais que gere incômodo deve respeitado, tolerado.

A mitologia grega nos incitou a crer que para Narciso tudo aquilo que não refletia sua imagem era feio. Assim somos nós hoje: vaidosos, mesquinhos, perfeitos aos nossos olhos, e altamente críticos nos julgamentos alheios.

É necessário entender que somos únicos, todos nós. Igualmente merecemos respeito. Não importa se o outro é judeu, africano, nordestino, iraniano, norte-americano ou europeu. Somos todos gente, homens em busca de paz e felicidade. Não há princesa, plebeu, negro ou asiático, há seres humanos, iguais, em carne, ossos e direitos.

A igualdade se faz imprescindível desde muito, e agora mais do que nunca.

Por Ana Cláudia S. Rocha

26 de nov. de 2010

Palavras variáveis e invariável.


Esses são os quatro mais bem (ou até melhor) colocados do campeonato..."
Por que tem de ser assim e não "melhores"?

As regras gramaticais para as palavras invariáveis são cada vez mais ignoradas no uso cotidiano da língua.

Há na Língua Portuguesa dez classes de palavras (além de numerosas locuções e expressões) à nossa disposição para que possamos formar textos e externar nossos pensamentos. Ao compor as palavras em orações e frases, estamos praticando sintaxe. E, ao fazer a sintaxe na manipulação e movimentação das palavras (o conjunto das palavras é objeto da morfologia, eixo paradigmático) e na composição dos textos (sintaxe, eixo sintagmático), produzimos o terceiro elemento do tripé, a semântica, ou seja, geramos sentido. Isso é um esplendoroso milagre, mas tão natural quanto a respiração ou o suor que acabamos não valorizando o tanto que essa divina benesse merece.

Palavras variáveis


São dez classes de palavras à nossa disposição: substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, preposições, conjunções e interjeições. Preposições e conjunções são conectores e não contraem, por si sós, nenhuma função sintática. A interjeição também não, porque ela representa apenas reações súbitas provocadas por admiração, susto, medo, desespero, esperança, ira, ódio etc. Então, para as funções sintáticas, restam sete classes de palavras. Modernamente, podemos imaginar dois feudos:

Nesse primeiro feudo, como se pode ver, o todo-poderoso é o substantivo. Para ele trabalham os quatro tipos de adjetivos (ou seja, o adjetivo propriamente dito, o artigo, o numeral e o pronome). E trabalham obedientemente, sem qualquer reivindicação ou rebeldia. Se o substantivo, seu senhor, estiver no masculino, todos vão para o masculino; se estiver no plural, todos vão para o plural, e assim sucessivamente. A esse fenômeno é que se dá o nome de concordância nominal.

Palavra invariável

Nesse feudo, cujo senhor é o verbo, que é a palavra que indica o que acontece, aparece a única palavra invariável que contrai função sintática, o advérbio, único e fiel súdito do verbo. Reforcemos essa ideia: o advérbio é palavra invariável, isto é, não tem gênero, número ou qualquer outra flexão.
Qual a diferença essencial entre os súditos do substantivo e o súdito do verbo? É simples. Aqueles são palavras variáveis, e o advérbio é palavra invariável.

o advérbio é a única palavra que espontaneamente trabalha nos dois feudos. No feudo do substantivo, o advérbio presta seus serviços ao adjetivo, acrescentando-lhe basicamente a circunstância de intensidade.
Qualquer palavra que atue sobre um adjetivo é obrigatoriamente um advérbio. Invariável, portanto.
há uma discussão centenária interminável entre bons gramáticos se antes de particípio se usa a forma sintética ( melhor, pior ) ou a analítica ( mais bem, mais mal ).
De qualquer forma, embora possamos usar as duas formas, os gramáticos e filósofos preferem e recomendam o uso da analítica.

Fonte:

http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/24/artigo178091-1.asp


25 de nov. de 2010

Uma questão de profissão

     Estava pensando em um assunto bacana para postar, mas, infelizmente, minha cabeça hoje esta fraquinha de idéias. Fui etão ler algumas notícias pra ver se a idéia surgia e cheguei a notícias sobre o ENEM. Lamentável o que aconteceu esse ano. Fico indignada. Os mentores passam um ano inteiro programando fazer a dita cuja prova e os estudantes esperando ansiosos ( é um teste muito significativo para uma massa de estudantes, para mim inclusive foi importantíssima, me trouxe a um dos caminhos que hoje percorro), quando ela é aplicada uma decepção surge e hoje resulta em polêmica.
     Bem, mas a pauta é que devido ao tema da redação do ENEM acabei lembrando de um trabalho bem bacana que fiz junto com alguns colegas de curso algum tempo atrás. Daí resolvi extrair dele uma parte que particularmente acho interessante e discorre sobre a questão da profissão e os efeitos da sua conduta.

Espero que aproveitem a leitura!




Uma questão de profissão

A palavra profissão tem sua origem no latim professione¹ e atualmente agrega o significado de “trabalho que se prática com habilidade a serviço de terceiros” (SÁ, 2001, p.129), “atividade para a qual um indivíduo se preparou e que exerce ou não”, ou ainda “trabalho que uma pessoa faz para obter os recursos necessários à sua subsistência e à de seus dependentes; ocupação, ofício” (DICIONÁRIO HOUAISS, 2007).

         A profissão é de grande utilidade social, moral e individual, social por ser um dos meios de integração do indivíduo para com a sociedade, moral por estabelecer regras que são assumidas pelas pessoas como forma de manutenção da harmonia e do viver e individual por satisfazer algumas das necessidades básicas do homem, além de provar sua habilidade e personalidade.

        Todas as profissões possuem seu valor, o que muda é a sua área de atuação e a utilidade de dada profissão para cada indivíduo. É uma questão de ótica, aquela profissão que é muito prestigiada por uns pode não ser vista do mesmo modo por outro, o grau de valor varia conforme a necessidade de cada indivíduo em determinado instante ou situação.

A cada profissional cabe uma responsabilidade, tanto na dimensão de profissão quanto de indivíduo. Essa responsabilidade deve caminhar junto com a postura ética, a qual é construída ao longo do desenvolvimento, fundamentando-se na autonomia, coerência e consciência. Não basta apenas notificar uma informação necessária ao seu cliente ou lhe prestar o serviço de se agrado, mas sim desejar a prosperidade e sucesso de seu empreendimento junto à clientela.

O profissional ético deve ter como princípio o respeito ao próximo, esse é um dos alicerces fundamentais para que possa ser beneficiado com promoções, status, sucesso, retribuição da sociedade e bem-estar com sua consciência.


Pontuando a especialização
Desde muito há a discussão acerca da especialização, se ela marginaliza ou promove desenvolvimento. O fordismo mostra-se como uma das evidências do avanço que foi o processo de especialização, porém deve-se atentar ao fato de que qualquer tarefa se realiza em diversos âmbitos, que o geral ajuda a compreender o especializado com uma maior intensidade e o especializado ajudar a entender o geral com maior fidedignidade.

A frase de Antônio Lopes de Sá (2001, p.140) “não há cultura inútil, mas sim os que não sabem reconhecer a utilidade da cultura” reconhece a importância das relações interdisciplinares e multiculturais, nos levando a refletir a grandiosidade de cada sociedade e a importância do papel de cada indivíduo dentro do âmbito global.

Cada profissional, assim como cada indivíduo depende do outro, ninguém consegue alcançar os seus objetivos sozinhos ou ilesos de interferências externas como serviços de bancos, saúde, educação e outros, afinal vive-se em sociedades que são cada vez mais globais e com grande relação de interdependência. O profissional precisa reconhecer isto e atentar-se a necessidade de acompanhar o ritmo e interligação da expansão cultural para assim promover a melhoria de seus serviços em termos de utilidade e qualidade.


Texto acima baseia-se na seguinte bibliografia:
SÁ, Antônio Lopes. Ética profissional. São Paulo: Ed. Atlas, 2001.
Ética. Disponível em <http: // www.bioetica.ufrgs.br/pesqger.ppt> . Acessado em 27/05/2009.
Ética profissional. Disponível em <http://www.abrasca.org.br/eventos/8premio/ Apresentacao_Dr_Lelio.ppt>. Acessado em 27/05/2009.
Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Versão 2.0a . Abril de 2007. Instituto Antônio Houaiss. Editora Objetiva.


Por Ana Claudia S. Rocha

24 de nov. de 2010

Leitura e prazer

   Como  algumas horas na biblioteca  podem  fazer a diferença na vida dos alunos.
Resumo de artigo de Galeno Amorim
   Passar uma hora inteira, ao menos uma vez por semana, dentro de uma biblioteca folheando e lendo livros, ou simplesmente de papo pro ar, é tão fundamental para o desenvolvimento dos alunos que deveria fazer parte da grade curricular das escolas. A ideia, que ainda arrepia muita gente, ganha, no entanto, cada vez mais adeptos. E também o apoio, dentro e fora dos estabelecimentos de ensino, de especialistas e de gente importante do mundo dos livros e da educação, mas também de pais, gestores e de projetos e, naturalmente, educadores.
   Mas a verdade é que não é tão simples assim. A inclusão de pelo menos uma hora semanal na grade das escolas do Ensino Médio e Fundamental consta até da Lei do Livro, assinada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, em 2003. Mas, em função em torno do assunto, até hoje a legislação não foi regulamentada. [...]
   Aprender a ler e gostar de ler livros – ou, no mínimo, tornar essa prática um hábito permanente – continua passando ao largo de uma boa parte das nossas escolas.
   Isso talvez ajude a compreender o atual comportamento da população brasileira, que, com o passar dos anos, simplesmente foge dos livros.
   Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, os maiores índices de leitura estão justamente entre crianças e jovens em idade escola. Chegam a ser três ou quatro vezes maiores do que na fase adulta, assim como a frequência às bibliotecas, que despenca, até praticamente inexistir, acima dos 30 anos. Este é o caso de nove entre cada dez brasileiros, que deixam de ir a alguma delas. [...]
   Os livros já foram, um dia, objeto sagrado cujo acesso era permitido a poucos. Mais tarde, passou a ser tratado como fonte de prazer e lazer de qualidade. Sem perder uma e outra condição, a verdade é que a leitura também é um meio eficaz para o desenvolvimento pessoal e profissional do indivíduo e para ampliar sua visão de mundo e suas possibilidades de intervenção no lugar em que vive. Mas também para melhorar seu emprego e renda.[...]
os livros fazem toda a diferença!


Eslanny Alvarenga

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