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6 de set. de 2011

Doar sangue salva vidas além da transfusão

  • Passeando pelo Portal da Saúde vimos uma notícia bem interessante, e abordagens interessantes são sempre bem vindas.


Milhares de pessoas dependem de medicamentos produzidos a partir do plasma. A produção de hemoderivados significa um melhor aproveitamento do sangue doado
A doação de sangue é um gesto solidário que ajuda a salvar a vida de milhões de brasileiros todos os anos. E não só por meio da transfusão. Além das vítimas de graves acidentes, dos pacientes que irão se submeter a cirurgias delicadas ou que estão com alguma deficiência momentânea no organismo, por exemplo, milhares de cidadãos dependem de medicamentos que são produzidos a partir de um dos componentes do sangue: o plasma, mais especificamente aquele que não chega a ser utilizado no ato transfusional. São os chamados hemoderivados, atualmente 100% importados, mas que em 2014 serão fabricados pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), vinculada ao Ministério da Saúde, na sua unidade fabril que está em construção em Pernambuco.
A produção de hemoderivados significa um melhor aproveitamento deste hemocomponente. Isto porque, após a doação voluntária nos hemocentros, o sangue é dividido em concentrado de hemácias e concentrado de plaquetas, ambos 100% aplicados nas transfusões, e plasma, do qual só se utiliza 30%. Este excedente é o que é enviado para a indústria, a fim de ser transformado em medicamento, portanto, sem prejudicar o ato transfusional. Os derivados do sangue são fundamentais para a sobrevivência de 11,5 mil pessoas com hemofilia e 1,5 mil portadores de imunodeficiências primárias, além de cerca de 50 mil pessoas por ano que apresentem enfermidades que exijam administração de albumina ou imunoglobulina.
Apesar de todos esses benefícios, a doação voluntária de sangue no País ainda é considerada insuficiente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, para manter os estoques, é preciso que 4% da população seja doadora regular. No Brasil, este número é pouco menor que 2%. São cerca de 3,6 milhões de doações por ano, resultando em 150 mil litros de plasma com qualidade industrial. Além da sensibilização constante da sociedade, que vem sendo feita pelo Ministério da Saúde, é necessário investir no aumento da quantidade desta matéria-prima. Por isso, a Hemobrás está assinando contratos de incentivo com 120 hemocentros para aperfeiçoar processos de produção, qualificação e armazenagem do plasma nos serviços.
Desde julho, oito unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Paraná, Pernambuco e Bahia já firmaram parceria com a estatal. No primeiro ano de contrato, a Hemobrás espera ampliar em 20% este total de 150 mil litros. Isso será possível graças ao emprego dos recursos na compra de maquinário, manutenção preventiva de equipamentos, contratação de mais profissionais para trabalhar, além da melhoria do controle da qualidade do plasma. Dentro de três anos, a expectativa é atingir 300 mil litros de plasma/ano, volume ideal para que a fábrica em Pernambuco comece a operar, uma vez que sua capacidade chegará ao processamento de 500 mil litros de plasma/ano.
REDUÇÃO DA DEPENDÊNCIA - A unidade fabril da Hemobrás garantirá 100% de autossuficiência para o SUS em albumina e fator IX. Promoverá também a autossuficiência total em fator de von Willebrand e o complexo protrombínico. Já para a imunoglobulina, a expectativa é atender, em média, 50% das necessidades do País. Para o fator VIII, a previsão é suprir de 20% a 40% da demanda do SUS. Estes patamares serão atingidos com um processamento de 500 mil litros de plasma por ano.
Saiba mais sobre os produtos da Hemobrás
• Albumina - Utilizada no tratamento de queimados, pessoas com cirrose, pacientes de terapia intensiva, entre outros.
• Complexo protrombínico - Conjunto de proteínas que atua na coagulação e é indicado para pacientes com hemofilias A e B, para o tratamento de hemorragias em pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes e também para cirrose hepática.
• Fator IX - Coagulante utilizado no tratamento de pessoas com hemofilia B.
• Fator VIII - Coagulante utilizado no tratamento de pessoas com hemofilia A.
• Fator de von Willebrand - Proteína de coagulação usada no tratamento da doença de Von Willebrand, tipo de enfermidade que, como na hemofilia, o paciente tem dificuldade para coagular o sangue.
• Imunoglobulina - Hemoderivado de maior consumo no mundo, é usado para o tratamento de pessoas com AIDS e outras deficiências imunológicas, doenças autoimunes e infecciosas.

30 de jun. de 2011

O motivo do bocejo

É possível uma pessoa bocejar enquanto dorme? Por que o bocejo ocorre? Segundo Matthew R. Ebben, diretor de operações laboratoriais do Center for Sleep Medicine, no NewYork-Presbyterian Hospital/Weill Cornell Medical Center, o bocejo é certamente menos comum durante o sono, mas já foram documentados casos assim.

Quanto ao motivo do bocejo em si, “ele não é inteiramente conhecido”, disse Ebben. “Porém, os dados mais recentes sugerem que ele seja parte de uma reação termorregulatória para ajudar a resfriar o cérebro ao desviar sangue aos músculos faciais, que agem como radiadores e descarregam calor pelo sangue redirecionado”.

Num estudo de caso publicado em 2010 na revista 'Sleep Breath’, foram estudadas duas mulheres com surtos crônicos e debilitantes de bocejos. Mesmo dormindo adequadamente, elas sofriam ataques diurnos frequentes, tão intensos que chegavam a causar lacrimação e coriza.

As duas mulheres descobriram que podiam aliviar ou adiar os sintomas realizando respiração nasal ou aplicando panos frios na testa. Uma mulher descobriu ser possível parar um ataque tomando um banho frio, ou nadando em água fria. A outra mulher descobriu que, após seus ataques, experimentava uma queda de meio grau na temperatura oral.

Segundo os pesquisadores, os resultados foram consistentes com evidências vinculando o excesso de bocejos a desequilíbrios de temperatura, em vez dos níveis de oxigênio e dióxido de carbono no sangue ou algum tipo de distúrbio do sono.

23 de mai. de 2011

Primeiros Socorros: Novas Diretrizes RCP 2010 AHA

O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime.
A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas.
O novo primeiro passo da RCP é aplicar compressões torácicas em vez de abrir primeiro as vias aéreas e aplicar as insuflações.
O formato anterior usava o A-B-C para designar Vias aéreas, Insuflações e Compressões. A nova forma usa C-A-B, para designar compressões, vias aéreas e insuflações. Ao iniciar pelas compressões, além de ser mais fácil de lembrar, será benéfico para a maioria das vítimas que poderão ser salvas, afirma o Dr. Michael R. Sayre, responsável pelo Comitê de Emergências Cardiovasculares da American Heart Association, e co-autor da síntese das diretrizes de 2010 para RCP e atendimentos às emergências cardiovasculares da AHA.
A forma antiga, diz ele, estava atrasando as compressões torácicas, o que é fundamental para manter o sangue circulando.
Como aplicar a nova RCP

Estes são os passos que orientam os procedimentos da nova RCP 2010:

1. Chame o Serviço de Emergências Médicas da sua localidade ou peça para alguém chamar.

2. Tente fazer a pessoa responder; se ela não responder, coloque a pessoa deitada de costas.

3. Inicie as compressões no peito. Coloque a base da sua mão no centro do peito da vítima. Coloque a sua outra mão. Entrelace os dedos.

4. Comprima com força para afundar pelo menos 5 cm o peito de adultos e crianças e 4 cm o peito do bebê. “Comprima cem vezes por minuto ou até mesmo um pouco mais rápido, será melhor” diz Sayre. (Esse é o ritmo igual a batida que os Bee Gees usam na música "Stayin' Alive.")

5. Se a pessoa estiver participando de treinamento em RCP, ela deverá então aprender a abrir as vias aéreas reclinando a cabeça e erguendo o queixo da vítima.

6. Pince o nariz da vítima. Respire normalmente e então sele sua boca sobre a boca da vítima e aplique duas insuflações com duração de um segundo cada, observando se o peito da vítima sobe.

7. Continue aplicando as compressões e insuflações na proporção de 30 compressões para duas insuflações, até o Resgate chegar.

Grávida em forma



Uma grávida come por dois. Ouvimos esse ditado sempre que uma gestante está ganhando muito peso. Dobrar o volume da alimentação é errado. Deve haver um acréscimo, mas o feto é pequeno e não precisa de tantas calorias, diz Vanessa Liberalesso, pediatra do Hospital Pequeno Princípe, em Curitiba, no Paraná.
Com a subida exagerada do ponteiro da balança também ocorre questões fisiológicas. Hormônios produzido pela placenta aumentam a capacidade de armazenamento dos adipócitos, células que estocam gordura. Qualquer excesso à mesa vai direto aos pneuzinhos.

O IMC gestacional:
IMC = peso (kg) / altura (m²)
A conta é a mesma da versão original. Mas o resultado, dependendo do período de gravidez, pode trazer conclusões diferentes. Porque esse cálculo adaptado leva em conta o crescimento do bebê e o de certas estruturas da mãe.

Antes da gravidez
Peso adequado: 20 a 24,9
sobrepeso: 25 a 30
obesidade: acima de 30

13ª semana
Peso adequado: 20,7 a 25,6
sobrepeso: 25,7 a 30,4
obesidade: acima de 30,4

28ª semana
Peso adequado: 23 a 27,5
sobrepeso: 27,6 a 31,9
obesidade: acima de 31,9

40ª semana
Peso adequado: 25 a 29,1
sobrepeso: 29,2 a 33,1
obesidade: acima de 33,1

5 de mai. de 2011

Sistemas de Informação em Saúde e Vigilância Epidemiológica

Introdução
A informação é um instrumento essencial para a tomada de decisões. Nessa perspectiva, representa uma ferramenta imprescindível à Vigilância Epidemiológica (VE), por se constituir no fator desencadeador do processo “informação-decisão-ação”, tríade que sintetiza a dinâmica de suas atividades que, como se sabe, devem ser iniciadas a partir da informação de um indício ou suspeita de caso de alguma doença ou agravo.

Dado – é definido como “um valor quantitativo referente a um fato ou circunstância”, ou “o número bruto que ainda não sofreu qualquer espécie de tratamento estatístico”, ou, ainda, “a matéria-prima da produção de informação”.
Informação – é entendida como “o conhecimento obtido a partir dos dados”, ou “o dado trabalhado”, ou “o resultado da análise e combinação de vários dados”, o que implica em interpretação, por parte do usuário. É “uma descrição de uma situação real, associada a um referencial explicativo sistemático”.

Não se deve perder de vista que a informação, em saúde, é a base para a gestão dos serviços, pois orienta a implantação, acompanhamento e avaliação dos modelos de atenção à saúde e das ações de prevenção e controle de doenças. São, também, de interesse, dados/informações produzidos extra setorialmente, cabendo, aos gestores do sistema de saúde, a articulação com os diversos órgãos que os produzem, de modo a complementar e estabelecer um fluxo regular de informação, em cada nível do setor.
Oportunidade, atualidade, disponibilidade e cobertura são características que determinam a qualidade da informação e são fundamentais para que todo Sistema de Vigilância Epidemiológica (SVE) apresente um bom desempenho. Dependem da concepção apresentada pelos Sistemas de Informação em Saúde (SIS), da sua sensibilidade para captar, o mais precocemente possível, as alterações que podem ocorrer no perfil de morbimortalidade de uma área e, também, na organização e cobertura das atividades desenvolvidas pela vigilância epidemiológica.
Entende-se sistema, como ”conjunto integrado de partes que se articulam, para uma finalidade comum”. Existem várias definições para sistema de informação, tais como:
• “conjunto de unidades de produção, análise e divulgação de dados, que atuam integradas e articuladamente, com o propósito de atender às demandas, para o qual foi concebido”;
• “reunião de pessoas e máquinas, que visam à obtenção e processamento de dados que atendam à necessidade de informação da instituição que o implementa”;
• “conjunto de estruturas administrativas e unidades de produção, perfeitamente articuladas, com vistas à obtenção de dados, mediante o seu registro, coleta, processamento, análise, transformação dos dados em informação e a sua oportuna divulgação”.

Em síntese, um sistema de informação deve disponibilizar o suporte necessário para que o planejamento, as decisões e as ações dos gestores, em um determinado nível decisório (municipal, estadual e federal), não sejam baseados em dados subjetivos, em conhecimentos ultrapassados ou em conjecturas.
O SIS é parte dos sistemas de saúde e, como tal, integra suas estruturas organizacionais e contribui para sua missão. É constituído por vários subsistemas e tem, como propósito geral, facilitar a formulação e avaliação das políticas, planos e programas de saúde, subsidiando o processo de tomada de decisões. Assim, deve contar com os requisitos técnicos e profissionais necessários ao planejamento, coordenação e supervisão das atividades relativas à coleta, ao registro, ao processamento, à análise, à apresentação e à difusão de dados e geração de informações.

Um dos objetivos básicos do Sistema de Informação em Saúde, na concepção do Sistema
Único de Saúde (SUS), é possibilitar a análise da situação de saúde no nível local, tomando como referencial microrregiões homogêneas e considerando, necessariamente, as condições de vida da população na determinação do processo saúde-doença. O nível local tem, então, a responsabilidade, não apenas com a alimentação dos sistemas de informações em saúde, mas também com a sua organização e gestão. Desse modo, outro aspecto de particular importância é a concepção do sistema de informação, que deve ser hierarquizado, no qual o fluxo ascendente de variáveis ocorra de modo inversamente proporcional à agregação geográfica, ou seja, no nível local deve se dispor de maior número de variáveis, para as análises epidemiológicas.
Felizmente, nos dias atuais, os recursos do processamento eletrônico disponíveis estão sendo amplamente utilizados pelos sistemas de informação em saúde, aumentando a sua eficiência, na medida em que possibilitam a obtenção e o processamento de um volume de dados cada vez maior, além de permitirem a articulação, entre diferentes subsistemas.

Entre os sistemas nacionais de informação em saúde existentes, alguns se destacam em razão de sua maior relevância para a Vigilância Epidemiológica.


Bibliografia:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 7. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 816 p. Pag. 64-65.

5 de abr. de 2011

Checkup Inteligente





Afinal, quais testes merecem mesmo ser realizados em algum momento da vida?



Pressão Arterial

O que é?
Um aparelho é usado para conferir a pressão do paciente.
Quando fazer?
O exame costuma ser feito a partir dos 18 anos, mas deveria ser requisitado ainda na infância. Precisa ser repetido, no mínimo, uma vez por ano.
Por quê?
Detecta alterações na pressão arterial e diagnostica a hipertensão, fator de risco para infartos e derrames.


Hemograma
O que é?
É um exame de sangue clássico, que registra o estoque de células vermelhas e brancas.
Quando fazer?
É solicitado desde a infância. A menos que haja algum motivo, pode ser refeito anualmente.
Por quê?
Sinaliza o estado do sangue e do sistema imunológico, acusando problemas como infecções.

Colesteral e Glicemia
O que são?
Testes sanguíneos que avaliam a concentração de gorduras e de açucar na circulação.
Quando fazer?
Podem ser receitados desde a infância, mas depois dos 18 anos a indicação ganha ainda mais consistência. O prazo para repeti-los varia. Depois dos 40, vale uma picada anual.
Por quê?
Flagram altos níveis de colesterol e triglicérides, que favorecem as placas capazes de obstruir os vasos. Já a medida de glicose acusa a propensão a diabete.


Eletrocardiograma e Teste Ergométrico
O que são?
Ambos se valem de eletrodos sobre o peito para apurar o risco cardiovascular. O primeiro é feito com o paciente deitado e o segundo, em movimento.
Quando fazer?
Fazem se solicitados ainda na casa dos 20 anos e se tornam obrigatório após os 40, a partir dessa idade, o repetição deve ser anual.
Por quê?
Ambos inferem a presença de entupimentos nas artérias, fenômenos que precede ataques cardíacos.


Ecocardiograma
O que é?
É o ultrassom do coração.
Quando fazer?
Pode ser receitado na casa dos 20 anos, mas também se torna crucial a partir dos 40 anos. A partir de então, costuma ser refeito anualmente.
Por quê?
O método permite avaliar a capacidade de contração do músculo cardíaco, bem como as válvulas desse órgão, alertando para possíveis disfunções.

Papanicolau
O que é?
Raspagem das células do tecido que reveste o colo do útero. Esse material é analisado no microscópio.
Como fazer?
No começo da vida sexual da mulher. Deve ser feito anualmente.
Por quê?
Identifica alterações no colo do útero, bem como lesões pelo vírus HPV, que podem abrir caminho para o câncer.

Mamografia
O que é?
A mulher é submetida a uma máquina que fornece imagens das glândulas mamárias, o que permite averiguar alterações na região.
Quando fazer?
O exame deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos. Se houver casos de câncer na família, a investigação começa mais cedo, por volta dos 30 anos.
Por quê?
O exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama, um dos mais comuns no sexo feminino.


PSA e Toque Retal
O que são?
O primeiro é um marcador sanguíneo de doenças na próstata. O segundo consiste na avaliação da glândula por meio da introdução do dedo do médico no reto do paciente.
Quando fazer?
A partir dos 40 anos, com repetições que podem ser anuais. Se houver casos de câncer na família, os primeiros exxames devem ser feitos por volta dos 35.
Por quê?
A combinação dos exames ajuda a diagnosticar em fase curável o câncer de próstata. Também acusa o crescimento anormal da glândula.


Colonoscopia
O que é?
Com um tubo dotado de uma câmera na ponta, o especialista investiga o intestino grosso (colón e reto).
Quando fazer?
A partir dos 50 anos. A avaliação deve começar mais cedo se houver casos de câncer na família. Dependendo do resultado do primeiro exame, a repetição é feita a cada dez anos.
Por quê?
O método detecta pólipos, alterações que podem se transformar em tumores. É fundamental, portanto, para a prevenção do câncer de cólon.


Densitometria Óssea
O que são?
Um exame de imagem que verifica a densidade e a integridade de ossos como bacia e o fêmur.
Quando fazer?
É recomendado ás mulheres a partir dos 65 anos. Se houver menopausa precoce ou osteoporose na família, o rastreamento deve começar mais cedo.
Por quê?
Diagnostica a perda da massa óssea e a osteoporose.

Exames de Fundo e Pressão do Olho
O que são?
O oftalmologista avalia, por meio de aparelhos, a porção mais profunda do globo ocular e a pressão intraocular.
Quando fazer?
Costumam ser realizados em consultas de rotina, mas a investigação se torna de extrema importância a partir dos 50 anos.
Por quê?
Pesquisam males que danificam a visão, como glaucoma, caracterizado pelo aumento da pressão do olho.

Dosagem dos Hormônios da Tireoide
O que é?
Exame de sangue que calcula hormônios como o TSH e o T4.
Quando fazer?
É solicitado sobretudo às mulheres, que sofrem mais distúrbios na glândula. Pode ser prescrito desde a juventude, com periodicidade variável.
Por quê?
Denuncia disfunções como o hipo e o hipertireoidismo, que repercutem no corpo inteiro.



14 de fev. de 2011

Medo ou frescura?

“O que se vê não se via
O que se crê não se cria”
Tony Bellotto / Arnaldo Antunes







me.do ( lat metu) 1. Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.

Quem só se deparou com alguma situação de perigo palpável tem uma idéia vaga e global do que seja o medo. Agora, o medo, no sentido psicológico da coisa, vai muito além do conceito acima descrito pelo Dicionário Michaellis. Quanto mais pessoas você conhece, quanto mais você SE conhece, quanto mais você experimenta o mundo, percebe que o medo pode estar presente não só quando você está dentro de um avião que passa por uma zona de turbulência ou quando está caminhando sozinho numa rua escura e erma à noite. O medo vai muito além (ou aquém disso).

As pessoas têm fobias peculiares, particulares e intrigantes que nem sempre são compreendidas pelos outros. Enquanto uns têm fobia de cobras (o que é perfeitamente natural), outros podem ter medo de... borboletas!!! “Ah, mas a borboleta não te faz nada, a cobra pode te matar. Isso é frescura!!!”. Esse é o primeiro raciocínio que viria à mente das pessoas, certo? Certo. Mas completamente errado. O medo não se dá somente por uma situação periclitante. O medo rola por motivos que a psicologia não explica direito. No caso da borboleta, não é um medo palpável. É algo quase que inexplicável mas que não deve jamais ser confundido com frescura.

Tenho uma amiga que tem essa fobia. Parece até engraçado. Ainda mais pela situação. Ela estava no Gates (NR: “famoso pub de Brasília apertado, escuro, mas sempre com muita música legal, festinhas e eventualmente showzinhos”), no meio de uma festa na última sexta-feira, com a pista de dança lotada. E ela olhava, como que hipnotizada, para a tal borboleta que pousava no Globo. Não conseguia ficar tranqüila ainda que (ou até por isso) a pouca luminosidade deixasse o pequeno inseto completamente imperceptível aos olhos dos mortais. Repito: dos mortais. Porque as pessoas que têm medo de coisas “inofensivas” criam um mundo na cabeça delas que não adianta explicar nem entender e muito menos julgar. Exatamente como na letra da música dos Titãs que abre esse texto (“o que se vê não se via”). Basta respeitar. Se a pessoa tem uma peculiaridade freak, você deve ter outras tantas.

Outra amiga tem medo de cavalos e de situações de confusão. É algo que vai além da claustrofobia. Não precisa entender nem tentar explicar. Mas quando a pessoa fica em pânico nessas situações, não adianta querer bancar o psicólogo.Tem que entrar no mundo da pessoa e deixar ela lidar com aquilo. Não há o que se fazer.

Tenho uma ex-namorada que tinha síndrome do pânico. Uma vez, do nada, ela começou a chorar e desfaleceu na minha frente. Desmaiou. E eu não soube o que fazer. A bichinha apagou e aí EU FIQUEI EM PÂNICO. Só não foi pior porque ela tinha me dito várias vezes antes, na maior tranqüilidade: “Olha, se eu desmaiar por aí e ter uma convulsão, não liga não. É normal. É só esperar que eu volto ao normal rapidinho, ta?”. Ah, bom!!! E o medo dela no caso era do quê? Sei lá, de nada!!! Mas a pessoa fica.... com medo!!! Como diz no dicionário acima... “perturbação resultante da idéia de um perigo aparente”. Ainda que inexistente.

Eu mesmo tenho um pânico de altura que não foi superado nem pulando de um bungy jumping de 138m de altura (o segundo maior do mundo) na Nova Zelândia. É seguro? É. Você sabe que não vai morrer, que ninguém nunca morreu lá? Sabe. Mas, mesmo assim, no dia em que eu pulei, das dez pessoas que iam pular, três chegaram lá em cima, olharam para baixo e tiveram vertigens que as impediram de pular. Os caras simplesmente não conseguiam pular. Tem explicação lógica, racional? Não. Talvez a mente diga “pode pular”, mas o corpo responda “tá maluco, mermão? Eu não pulo aí neeeeeeeeeeem fodendo!!!”.

Medo de rato. Medo de barata. Medo de passarinho. Medo de elevador. Medo de água. Medo do escuro (que o Iron Maiden genialmente descreveu em “Fear Of The Dark”, quando diz “Eu tenho um medo constante de que exista sempre algo por perto”). Enfim, medo de tudo. De qualquer coisa. Quanta gente não anda de carro nas estradas brasileiras e morre de medo de avião? Agora vejam o número de acidentes de carro e comparem-nos com os de avião? Claro que morre muito mais gente no asfalto. Mas não adianta. Isso é o argumento racional. E o medo não é racional.


Retirado de : http://www.totalmentesemnocao.com.br/2005/11/medo-ou-frescura.html

24 de jan. de 2011

Ficar acima do peso pode ser melhor para a saúde


Ficar acima do peso pode ser melhor para a saúde

Pesquisa aponta que pessoas com quilinhos extras conseguem driblar mais doenças e acabam até mesmo vivendo mais


Perder peso de maneira drástica pode ser prejudicial à saúde. Pelo menos é o que diz uma pesquisa publicada no periódico Nutrition Journal. Segundo o estudo, estar ligeiramente acima do peso, mas ingerindo uma dieta balanceada, é mais saudável ao organismo do que viver em constantes regimes restritivos. Pessoas obesas quando adultas tendem ainda a viver mais que idosos magros e a lidarem melhor com algumas doenças, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e falência renal.
De acordo com o estudo, pacientes obesos acabam colocando sua saúde em risco quando enfrentam tentativas obsessivas de emagrecer – atitude estimulada pelos órgãos federais de saúde pública. A recomendação do especialistas, no entanto, preza pelo equilíbrio. Para eles, basta que se opte por viver uma vida balanceada entre alimentação e exercício físico, mesmo que, no final das contas, ainda se acabe engordando uns quilinhos.
Horário biológico – Para os pesquisadores, os resultados do estudo exibem um dado trivial: deve-se respeitar os sinais de fome e saciedade do organismo. Isso significa que se deve comer o suficiente para matar a fome, e não reduzir a ingestão de alimento com o intuito de emagrecer.
“Quando os dados são revistos sem o senso comum de que a gordura é prejudicial, fica evidente que os riscos que a gordura representa para futuras doenças ou para a diminuição da longevidade têm sido exagerados”, diz Linda Bacon, uma das líderes do estudo.

Cientistas afirmam ter descoberto gene que espalha o câncer


Cientistas britânicos garantem ter descoberto o gene que propicia a extensão de muitos tipos de câncer, o WWP2, cujo bloqueio com remédios poderia representar um grande avanço na luta contra a doença.

A descoberta é obra de uma equipe da Universidade de Anglia Oriental, dirigida pelo doutor Andrew Chantry, que afirma que a identificação deste gene pode ser um grande passo para soluções médicas no prazo de uma década para deter os tipos de câncer mais agressivos.
Entre eles estão o de mama, cérebro, colo do útero e pele, que se alastram especialmente rápido.
"O desafio agora é identificar um medicamento potente que invada as células cancerígenas, destruindo a atividade do gene defeituoso", manifesta Chantry, cujo trabalho foi publicado na última edição da revista médica "Oncogene".
"Começamos a experimentar uma molécula que achamos que pode fazer o trabalho. Se esse for o caso, poderemos criar uma nova geração de um só remédio para vários tipos de câncer", explicou o especialista.
O WWP2 é produto de uma enzima que une os elementos químicos dentro das células e está presente em todos os organismos humanos.
"Todos temos o gene, mas quando ele é defeituoso modifica o processo e ajuda o câncer a se desenvolver e se espalhar para outras partes do corpo", manifestou o doutor Chantry.
Caso fosse desenvolvido um medicamento que desativasse o WWP2, os tratamentos convencionais e as cirurgias poderiam ser limitadas aos tumores cancerígenos primários sem o risco de se instalarem em outras partes do organismo.
A previsão de Chantry é de que este tratamento menos invasivo e com menos efeitos colaterais possa ser aplicado em um prazo de cinco a dez anos.
O grupo Câncer Resarch do Reino Unido expressou sua satisfação pela descoberta, mas com certa cautela.
"Nas décadas recentes, pesquisadores de todo o mundo descobriram genes que impulsionam o crescimento do câncer e esta pesquisa é mais uma em uma lista que segue crescendo", declarou Kat Arney, porta-voz da organização.

“Amendoim é tão saudável quanto o morango”


Uma equipe da Universidade da Flórida afirma que amendoins são ricos em antioxidantes - substâncias naturais encontradas em plantas, que protegem as células de danos ligados a doenças do coração e câncer e o corpo de radicais livres por sua vez são tidos como componentes químicos "ruins" do sangue
Os amendoins também contêm altos níveis de proteínas e "boa" gordura monoinsaturada.
Os pesquisadores americanos testaram dezenas de variedades diferentes de amendoins, mas uma porta-voz da Associação Dietética Britânica disse que as pessoas devem ter cuidado com amendoins salgados.
Frutas vermelhas e cor de laranja, legumes e verduras já são conhecidos por conterem uma quantidade particularmente alta de antioxidantes.
Os pesquisadores concluíram que os amendoins contêm altos níveis de polifenóis, uma família de químicos comumente encontrada em alimentos, e que tem fortes propriedades antioxidantes, dizem ainda que torrar os amendoins aumenta o seu conteúdo antioxidante em 22%.

23 de jan. de 2011

Adeus, silicone


   A ciência descobre que combinar células-tronco e gordura extraídas do próprio corpo proporciona bons resultados para dar maior volume às mamas e rejuvenescer a face.

Rachel Costa/ Foto: Frederic Jean



Disponível em: http://www.istoe.com.br/reportagens/120966_ADEUS+SILICONE

17 de jan. de 2011

Ataque ao DNA


Estudo brasileiro prova que mesmo doses modestas de ecstasy e cocaína já podem afetar os genes.

A notícia deveria assustar qualquer pessoa que não descarta a ideia de um dia experimentar um entorpecente. A biomédica Tathiana Alvarenga, da Universidade Federal de São Paulo, recrutou alguns camundongos com o objetivo de verificar o impacto do ecstasy e de cocaína em células do sangue, do fígado e do cérebro. Os bichos receberam três dosagens diferentes dos narcóticos. Depois mortos, amostras do seu material genético foram submetidas a um método capaz de avaliar sua integridade. “ Doses mínimas de cocaína e um pouco mais elevadas e ecstasy conseguiram causar danos ao DNA. O que não sabemos ainda é se eles são reversíveis”, diz Tathiana. O perigo é que um agravo permanente pode matar a célula. Com bases nesse achado, podemos supor que, em larga escala – como no caso de um usuário -, a agressão aos genes e às células comprometeria o sistema nervoso e o fígado.

Diogo Sponchiato

4 de jan. de 2011

Do you speak English?

Falar mais de uma língua pode atrasar o aparecimento da doença de Alzheimer.

Eis a conclusão de um trabalho do Instituto de Pesquisa Rotman, no Canadá, depois de acompanhar cerca de 200 portadores do mal que afeta a memória. Metade dos participantes se comunicava em apenas um idioma e o restante era bilíngue: “Comparando os dois grupos, notamos que as pessoas aptas a falar duas línguas demoraram quase cinco anos a mais para desenvolver os sintomas do Alzheimer”, diz o cientista Fergus Craik. “É um indício de que essa capacidade retarda o início do distúrbio”. Mas é bom esclarecer: “Ser bilíngue não reduz o risco do problema”, mas queremos saber agora se isso pode tornar mais lenta sua progressão”, conta Craik

Cérebro Ativo

Os especialistas canadenses acreditam que as habilidades no campo da linguagem reforçam os laços entre as células nervosas, aumentam a reserva de neurônios em áreas da massa cinzenta envolvidas com a cognição e favorecem o fluxo sanguíneo para o órgão. Tudo isso parece garantir uma maior proteção contra males neurodegenerativos.

Fonte: Revista Saúde

Vitamina C melhora o astral

Uma fatia de mamão no café da manhã, um suco de acerola no almoço, um kiwi no lanche da tarde: Incluir esses alimentos na dieta não é apenas um hábito saudável, mas a receita para manter o ânimo lá em cima.

É o que afirma um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Mcgill, no Canadá: “Os voluntários que receberam suplementação de vitamina C ficaram mais animados. Notamos que eles apresentaram até 35% menos alterações de humor”, relaxa o fisiologista John Hoffer, líder da avaliação.

A dose administrada durante o estudo foi de 500 miligramas diários da vitamina. Mas, segundo Hoffer, 10% dessa quantidade já seria suficiente para não deixar o mau humor se instalar.

RANKING DO ALTO ASTRAL


Acerola ( 1 unidade ) 234 mg

Pimentão amarelo ( 1 unidade ) 231 mg

Caju ( 1 unidade ) 220 mg

Goiaba vermelha ( 1 unidade ) 218 mg

Kiwi ( 1 unidade ) 88 mg

Mamão ( 1 fatia média ) 82 mg

Couve ( 4 folhas ) 73 mg

Morango ( 5 unidades ) 57 mg

Laranja ( 1 unidade ) 53 mg

Limão ( 1 unidade ) 39 mg

Fonte: Revista Saúde

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