26 de nov de 2010

Palavras variáveis e invariável.


Esses são os quatro mais bem (ou até melhor) colocados do campeonato..."
Por que tem de ser assim e não "melhores"?

As regras gramaticais para as palavras invariáveis são cada vez mais ignoradas no uso cotidiano da língua.

Há na Língua Portuguesa dez classes de palavras (além de numerosas locuções e expressões) à nossa disposição para que possamos formar textos e externar nossos pensamentos. Ao compor as palavras em orações e frases, estamos praticando sintaxe. E, ao fazer a sintaxe na manipulação e movimentação das palavras (o conjunto das palavras é objeto da morfologia, eixo paradigmático) e na composição dos textos (sintaxe, eixo sintagmático), produzimos o terceiro elemento do tripé, a semântica, ou seja, geramos sentido. Isso é um esplendoroso milagre, mas tão natural quanto a respiração ou o suor que acabamos não valorizando o tanto que essa divina benesse merece.

Palavras variáveis


São dez classes de palavras à nossa disposição: substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, preposições, conjunções e interjeições. Preposições e conjunções são conectores e não contraem, por si sós, nenhuma função sintática. A interjeição também não, porque ela representa apenas reações súbitas provocadas por admiração, susto, medo, desespero, esperança, ira, ódio etc. Então, para as funções sintáticas, restam sete classes de palavras. Modernamente, podemos imaginar dois feudos:

Nesse primeiro feudo, como se pode ver, o todo-poderoso é o substantivo. Para ele trabalham os quatro tipos de adjetivos (ou seja, o adjetivo propriamente dito, o artigo, o numeral e o pronome). E trabalham obedientemente, sem qualquer reivindicação ou rebeldia. Se o substantivo, seu senhor, estiver no masculino, todos vão para o masculino; se estiver no plural, todos vão para o plural, e assim sucessivamente. A esse fenômeno é que se dá o nome de concordância nominal.

Palavra invariável

Nesse feudo, cujo senhor é o verbo, que é a palavra que indica o que acontece, aparece a única palavra invariável que contrai função sintática, o advérbio, único e fiel súdito do verbo. Reforcemos essa ideia: o advérbio é palavra invariável, isto é, não tem gênero, número ou qualquer outra flexão.
Qual a diferença essencial entre os súditos do substantivo e o súdito do verbo? É simples. Aqueles são palavras variáveis, e o advérbio é palavra invariável.

o advérbio é a única palavra que espontaneamente trabalha nos dois feudos. No feudo do substantivo, o advérbio presta seus serviços ao adjetivo, acrescentando-lhe basicamente a circunstância de intensidade.
Qualquer palavra que atue sobre um adjetivo é obrigatoriamente um advérbio. Invariável, portanto.
há uma discussão centenária interminável entre bons gramáticos se antes de particípio se usa a forma sintética ( melhor, pior ) ou a analítica ( mais bem, mais mal ).
De qualquer forma, embora possamos usar as duas formas, os gramáticos e filósofos preferem e recomendam o uso da analítica.

Fonte:

http://linguaportuguesa.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/24/artigo178091-1.asp


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